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LDAP

Uma autenticação centralizada faz parte do processo de adequação do ambiente as boas práticas de segurança. Esta solução provê recursos que atendem aos principios de autenticidade e não-repúdio. Usando a criptografia juntamente com esta solução pode-se previnir ataques de hijacking, spoofing e man in the middle.
O LDAP (Lightweight Directory Access Protocol) é um protocolo cliente-servidor, utilizado para acessar um serviço de Diretório. Ele foi inicialmente usado como uma interface para o X.500, mas também pode ser usado com autonomia e com outros tipos de servidores de Diretório. Atualmente vem se tornando um padrão, diversos programas já têm suporte a LDAP. Livros de endereços, autenticação, armazenamento de certificados digitais (S/MIME) e de chaves públicas (PGP), são alguns dos exemplos onde o LDAP já é amplamente utilizado.
O Openldap é a solução livre para a implementação do LDAP. Diferentemente das soluções proprietárias ( e.g. Active Directory (tm) ), ele implementa de forma fidedigna as especificações das RFCs deste protocolo.

Uma das principais vantagens do LDAP é a facilidade em localizar informações e arquivos disponibilizados. Pesquisando pelo sobrenome de um funcionário é possível localizar dados sobre ele, como telefone, departamento onde trabalha, projetos em que está envolvido e outras informações incluídas no sistema, além de arquivos criados por ele ou que lhe façam referência. Cada funcionário pode ter uma conta de acesso no servidor LDAP, para que possa cadastrar informações sobre sí e compartilhar arquivos.

O LDAP oferece uma grande escalabilidade. É possível replicar servidores (para backup ou balanceamento de carga) e incluir novos servidores de uma forma hierárquica, interligando departamentos e filiais de uma grande multinacional por exemplo. A organização dos servidores neste caso é similar ao DNS: é especificado um servidor raiz e a partir daí é possível ter vários níveis de sub-servidores, além de mirrors do servidor principal.

Tela do LDAP, um dos passos para se criar um usuário:

Portscanner - Nessus

Um port scanner (scanner de porta) é um aplicativo com o objetivo de testar as portas lógicas de determinado host remoto. Neste teste ele identifica o status das portas, se estão fechadas, escutando ou abertas.

O Nessus é um programa de verificação de falhas/vulnerabilidades de segurança (portas, vulnerabilidades, exploits). Ele é composto por um cliente e servidor, sendo que o scan propriamente dito é feito pelo servidor. O nessusd (servidor Nessus) faz um port scan ao computador alvo, depois disso vários scripts (escritos em NASL, Nessus Attack Scripting Language) ligam-se a cada porta aberta para verificar problemas de segurança. O Nessus ajuda a identificar e resolver alguns problemas de vulnerabilidades. A parte Servidor executa os testes enquanto a parte cliente permite a configuração e emissão de relatórios.

IPSec VPN

IPSec não é o mecanismo de encriptação ou autenticação, mas sim o que vem gerenciar estes. Em poucas palavras, é um framework (um conjunto de diversas ferramentas, compondo um sistema) de padrões abertos que visa a garantir uma comunicação segura em redes IP. Baseado em padrões desenvolvidos pela IETF (Internet Engineering Task Force, organização que desenvolve os padrões da Internet), o IPSec busca garantir confidencialidade, integridade e autenticidade nas comunicações de dados em uma rede IP pública.

Encriptação e autenticação podem ser implementadas tanto na camada de rede, quanto na de enlace ou aplicação. Antes do IPSec, as redes adotavam soluções parciais, que resolviam apenas parte dos problemas. Por exemplo, a utilização de SSL (Secure Sockets Layer, que simulam túneis seguros entre aplicativos) fornece encriptação no nível de aplicação, muito usado em navegadores de Internet, por exemplo, para acesso à serviços bancários. Uma das deficiências da encriptação no nível de aplicação é que ela protege somente os dados enviados pela aplicação que a está usando, mas não de todas as outras. Cada sistema ou aplicativo deve estar adaptado a SSL, para que uma segurança geral possa ser garantida. Atualmente, a maior parte dos aplicativos não utiliza SSL.

Já em instituições militares, o que vem sendo usado há anos é a encriptação no nível do enlace de dados. Neste esquema, todas as comunicações estarão protegidas por dispositivos de encriptação colocados em cada fim do enlace. Apesar de oferecer excelente cobertura, este tipo de encriptação necessita de um par de dispositivos de encriptação a cada enlace, o que pode ser inviável; também não é adequado para a Internet, já que apenas os enlaces dentro de um sistema autônomo estarão ao alcance das empresas/instituições.

O IPSec implementa encriptação e autenticação na camada de rede, fornecendo uma solução de segurança fim-a-fim, ao contrário da anterior (enlace), que é ponto-a-ponto. O IPSec pode ser implementado nos roteadores ou no sistema operacional dos terminais, assim os aplicativos não precisam de alterações para poder utilizar comunicações seguras. Como os pacotes encriptados têm o mesmo formato de pacotes IP comuns, eles podem ser roteados sem problemas em qualquer rede IP, e sem qualquer alteração nos equipamentos de rede intermediários. Os únicos dispositivos de rede que precisam ser alterados são os do início e fim das comunicações IPSec, reduzindo assim os custos de implementação e gerenciamento.

A figura abaixo mostra onde a encriptação atua nas diferentes camadas:


Encriptação na camada de enlace, na de rede e na aplicação.

Fonte: http://www.gta.ufrj.br/~rezende/cursos/eel879/trabalhos/vpn/ipsec.html#mozTocId786656

Shorewall

Shorewall (mais apropriadamente como Shoreline Firewall) é uma ferramenta de firewall Linux de código aberto, que se baseia no Netfilter (iptables / ipchains) sistema embutido no kernel do Linux, possibilita uma configuração mais organizada e rápida do seu firewall, tornando mais fácil para gerenciar sistemas de configuração mais complexa.

Usando uma analogia compreensível para programadores: Shorewall é iptables, o C é a linguagem assembly. Ele fornece um nível maior de abstração para descrever regras de uso de arquivos de texto.

Abaixo temos o link para o tutorial passo a passo de como instalar e configurar o Shorewall no Debian: http://www.megaupload.com/?d=OYQZ7PI8

Sniffer

Sniffers ou farejadores são softwares muito úteis. Tão grande é a utilidade deles, que até os sistemas de IDS (como o Snort) são feitos com base em sniffers. Um sniffer é um programa que consegue capturar todo o tráfego que passa em um segmento de uma rede. Para tornar mais fácil o entendimento, observe a imagem abaixo:

Quando ligamos computador no HUB, e enviamos informação de um computador para o outro, na realidade esses dados vão para todas as portas do HUB, e conseqüentemente para todas as máquinas. Acontece que só a máquina na qual a informação foi destinada enviará para o sistema operacional.

Se um sniffer estivesse rodando nos outros computadores, mesmo sem esses sistemas enviarem a informação que trafega ali para o sistema operacional, o farejador intercederá na camada de rede, capturando os dados e mostrando-os para o usuário, de forma pouco amigável. Geralmente os dados são organizados por tipos de protocolo (TCP, UDP, FTP, ICMP, etc...) e cada pacote mostrado pode ter seu conteúdo lido.

Criptografia Convencional

Princípios da Criptografia Convencional

A criptografia convencional possui cinco elementos:
• o texto plano;
• o algoritmo de criptografia;
• a chave secreta;
• o texto cifrado (codificado);
• o algoritmo de decriptografia.

Observação: A segurança da criptografia depende do segredo da chave, e não do algoritmo que, geralmente, é de domínio público.

A criptografia pode ser classificada de acordo com:
• o tipo de operação utilizada para transformar o texto plano em texto cifrado;
• o número de chaves utilizadas:
- simétrica: utiliza uma única chave;
- assimétrica: utiliza duas chaves ou criptografia de chave pública;
• a forma como o texto plano é processado.

Tempo médio necessário para decriptografia utilizando a força bruta: