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MRTG

O Multi Router Traffic Grapher (MRTG) é uma ferramenta de monitoração que gera páginas HTML com gráficos de dados coletados a partir de SNMP ou scripts externos. É conhecido principalmente pelo seu uso na monitoração de tráfego de rede, mas pode monitorar qualquer coisa desde que o host forneça os dados via SNMP ou script.

Foi desenvolvido por Tobias Oetiker e Dave Rand. Foi escrito em Perl mas utiliza um módulo em C para gerar os gráficos.

Características

  • Mede sempre 2 valores, no caso de tráfego, pode ser Entrada e Saída.
  • Faz as leituras via SNMP ou através de script que retorne um formato padrão.
  • Coleta dados a cada 5 minutos por padrão, mas este tempo pode ser aumentado ou diminuido.
  • Cria uma página HTML com 4 gráficos (diário, semanal, mensal e anual). Se algum deles não for necessário pode ser suprimido.
  • O MRTG pode avisar caso o valor do gráfico atinja um valor pré-estabelecido. Por exemplo: se determinado servidor atinge 95% do espaço do disco, o MRTG pode mandar um e-mail para o administrador informando o ocorrido.
  • Possui uma ferramenta para gerar os arquivos de configuração: o CFGMAKER.
  • Possui uma ferramenta para gerar um página de índice para os casos em que muitos ítens são monitorados: o INDEXMAKER.
O MRTG é software livre distribuído nos termos da GNU General Public License.

Instalando e configurando SNMP e MRTG

Neste artigo veremos como instalar e usar o SNMP e MRTG.
Os agentes SNMP devem ser executados no modo SOMENTE-LEITURA (RO) porque o coletor SNMP somente precisa ler os dados nas máquinas remotas. Limitando como tem a permissão de acessar os agentes nos dispositivos remotos aumentando um pouco a segurança.
Nunca esqueça que a comunidade SNMP está cruzando a rede em texto limpo e pode ser facilmente interceptada usando ferramentas como o WireShark, antigo Ethereal.

Serão necessários os pacotes SNMP, MRTG e o Apache rodando. Baixe os fontes de acordo com sua distribuição e instale. Instale e configure o SNMP e o MRTG nesta ordem. Tem que ser feito desta forma, pois é preciso que o SNMP esteja devidamente configurado para que o MRTG possa atuar sem problemas.

Em máquinas debian/Ubuntu Linux:

Instale o serviço SNMP:
#apt-get install snmpd

Instale o apache:

#apt-get install apache2

Depois de instalados, iremos configurar o SNMP. Edite o arquivo snmpd.conf:

# vi /etc/snmp/snmpd.conf

Existem diversos tipos de configuração para monitoramento via MRTG, neste texto trataremos de uma configuração simples e funcional.

Ache o tópico "## sec.name source community" e descomente as linhas:

com2sec     local     localhost        private
com2sec mynet 192.168.0.0/24 public
com2sec public default public

Observe a segunda linha, onde está definido o nome e o endereço da rede.

Em seguida descomente e defina as seguinte linhas:

group mygroup   v1          mynet
group mygroup v2c mynet
group local v1 local
group local v2c local
group public v1 public
group public v2c public

view all included .1 80
access mygroup "" any noauth 0 all none none
access public "" any noauth 0 all none none
access local "" any noauth 0 all all all

Essas linhas vêm descomentadas por padrão. Deixe-as:

syslocation Unknown (edit /etc/snmp/snmpd.conf)
syscontact Root (configure /etc/snmp/snmp.local.conf)

Pronto salve o arquivo e inicie o serviço:

# service snmpd start

Configurando MRTG


Você pode usar o comando apt-get install mrtg e o programa irá baixar e instalar automaticamente. Agora se você quiser baixá-lo, visite a página oficial do MRTG:
O MRTG requer o seguinte para compilar e funcionar no seu Linux: gcc, perl, gd, libpng, zlib. Provavelmente sua distribuição já veio com esses pacotes, então não os cobrirei neste tutorial. Vamos agora começar a instalação:

# tar zpfx mrtg-2.9.25.tar.gz
# cd mrtg-2.9.25
# ./configure --prefix=/usr --sysconfdir=/etc/mrtg

[...configurando a compilação...]

# make

[...compilando...]

# make install

E pronto. Se tudo ocorrer bem, o MRTG estará instalado corretamente no seu sistema, e pronto para o uso! Mas antes, teremos que criar um arquivo de configuração para o MRTG usar. Para isso utilizaremos um utilitário do MRTG chamado “cfgmaker”. Tenha em mãos o IP do seu roteador e a senha “community” dele… Se você não souber o que diabos é isso, então está precisando mexer um pouco mais com o roteador :) Execute o comando:

cfgmaker --global 'WorkDir: /var/www/html/mrtg' \
--global 'Options[_]: bits,growright' \
--output /etc/mrtg/exemplo.cfg \
community@xxx.xxx.xxx.xxx

Onde “xxx.xxx.xxx.xxx” é o IP do seu roteador. Este comando irá gerar o arquivo “/etc/mrtg/exemplo.cfg” e servirá para alterarmos manualmente, comparando com o resultado. Veja este exemplo de configuração final comentada:

# ---------------------
# Configurações Globais
# ---------------------

# Diretório onde vai ficar a página com os gráficos gerados
# pelo MRTG
WorkDir: /var/www/html/mrtg

# Língua usada pelo MRTG para as mensagens na página
Language: brazilian

# Opções:
# bits = Mostrar a velocidade em bits (bits/bytes)
# growright = O gráfico cresce para a direita
Options[_]: bits,growright

# Rodar como Daemon? Assim não será preciso colocar
# no crontab, só precisará colocar um comando na
# inicialização do Linux.
RunAsDaemon: yes

# --------------------------------
# Configuração do link 1 (256kbps)
# --------------------------------

# Aqui você terá de comparar com o exemplo gerado
# pelo comando 'cfgmaker', coloque o valor igual
# ao que foi mostrado. O primeiro número é essencial
# para saber a ligação que estamos usando no roteador.
Target[EXEMPLO]: 1:community@xxx.xxx.xxx.xxx:

# A quantidade de bytes que o link suporta.
# 64kbps = 8000
# 256kbps = 32000
MaxBytes[EXEMPLO]: 32000
AbsMax[EXEMPLO]: 32000

# Com essa opção, todos os 4 gráficos não serão
# redimensionados de acordo com o uso do link. Eles sempre
# terão a altura do máximo de tráfego que se pode chegar
# (de acordo com os itens acima).
Unscaled[EXEMPLO]: dwmy

# Configurações da página. Título e frase no Topo.
Title[EXEMPLO]: Exemplo de Análise de Tráfego para link de 256kbps
PageTop[EXEMPLO]: Exemplo de Análise de Tráfego para link de 256kbps

Pronto. Já temos uma configuração básica para o MRTG. Agora vamos rodá-lo:

# mrtg

Conheça o VoIP

Muito vem sendo falado sobre a tecnologia de voz sobre IP. VoIP vem do termo em inglês Voice Over Internet Protocol ou, traduzindo, Voz Sobre o Protocolo da Internet. Esta tecnologia unifica dois mundos, tecnologia e dados em uma só rede convergente


Empresas em todo o mundo estão conseguindo economizar muito nas tarifas de ligações interurbanas e internacionais. Tudo graças a uma tecnologia chamada VoIP (Voz sobre IP), que começa a se tornar acessível também no Brasil. E não vai demorar muito para que essas quatro letras causem uma verdadeira revolução no modo de se pensar telefonia. Muitos já ousam afirmar até que o VoIP é a reinvenção da telefonia, tanto na forma de prestar o serviço, quanto de utilizá-lo.


A plataforma VoIP transforma os sinais de voz (analógicos) em pacotes digitais para transmissão tanto na Internet quanto na Intranet. Estes pacotes são compactados para transmissão a um segundo portal, no qual eles serão novamente compactados, dessa vez em sinais de som analógicos, e enviados ao receptor.


Abaixo, acompanhe um passo-a-passo de como se estabelece uma ligação telefônica pela tecnologia VoIP:

1. O usuário, com um headset, ouve a sinalização que indica telefone fora do gancho para a parte da aplicação sinalizadora da VoIP no roteador. Esta emite um sinal de discagem e aguarda que o usuário tecle um número de telefone. Esses dígitos são acumulados e armazenados pela aplicação da sessão.

2. O gateway compara estes dígitos acumulados com os números programados. Quando há uma coincidência, ele mapeia o número discado com o endereço IP do gateway de destino.

3. Em seguida, a aplicação de sessão roda o protocolo de sessão H.245 sobre TCP, a fim de estabelecer um canal de transmissão e recepção para cada direção através da rede IP. Quando a ligação é atendida, é estabelecido, então, um fluxo RTP (Real-Time Transport Protocol, ou Protocolo de Transmissão em Tempo Real) sobre UDP (User Datagram Protocol, algo como Protocolo de Pacote de Dados do Usuário) entre o gateway de origem e o de destino.

4. Os esquemas de compressão do codificador-decodificador (CODECs) são habilitados nas extremidades da conexão. A chamada, já em voz, prossegue utilizando o RTP/UDP/IP como pilha de protocolos.

Nada impede que outras transmissões de dados ocorram simultaneamente à chamada.

Sinais de andamento de chamada e outros indicativos que podem ser transportados dentro da banda cruzam o caminho da voz assim que um fluxo RTP for estabelecido.

Após a ligação ser completada, é possível também enviar sinalizações dentro da banda como, por exemplo, sinais DTMF (freqüências de tons) para ativação de equipamentos como Unidade de Resposta Audível (URA).

Quando qualquer das extremidades da chamada desligar, a sessão é encerrada, como em qualquer chamada de voz (ligação telefônica) convencional.


O é necessário para usar a comunicação VoIP, integrando Internet e telefonia?

Nessa comunicação de voz, é necessário que o usuário tenha instalado em seu computador um software para transferência de dados, no caso a voz. Vale lembrar que, para usufruir desse serviço, seu micro deve possuir um kit multimídia.

Em seu primeiro estágio, a VoIP podia ser entendida como uma conversação telefônica entre dois usuários de uma rede privada usando conversão de voz para dados (exclusivamente em redes corporativas).

Mais tarde esta tecnologia chegou ao seguinte conceito: uma conversação telefônica entre um usuário de Internet e um usuário da telefonia convencional, sem necessidade de acesso simultâneo.

VNC – Acesso remoto

O VNC (Virtual Network Computing) é um programa da Olivetti, (a AT&T absorveu), gratuito, que permite que você tenha acesso a um outro computador bastando apenas instalar o servidor em uma determinada máquina e saber o seu IP. Apos a sua instalação você tem várias opções, você pode fazer o download CLICANDO AQUI.
Aqui vamos dá ênfase ao WinVNC (app Mode) que é o programa (servidor) que você deverá executar na máquina que deseja controlar remotamente. Rode o programa (vai aparecer um ícone no canto esquerdo) e configure:


Configurações iniciais:

1. Defina logo a senha que você vai utilizar para acessar a máquina a distância;
2. Defina quantos computadores você pretende acessar ao mesmo tempo;
3. Defina também se o mouse e o teclado estarão desativados quando acessar;

É interessante para gerenciar um laboratório para aulas ou a distância.

Como usar:

1. Agora, pelo próprio navegador, digite o IP da máquina seguindo da porta 5800:

Ex.: 192.22.11.13: 5800 (supondo que o ip seja 192.33.22.13)

ou se estiver na internet
http://200.192.11.21 :5800 (supondo que o ip seja 200.192.11.21)

Você tem os dois exemplos de acesso, o primeiro em uma rede local e o segundo por internet.

2. Vamos a senha que você definiu na tela ao lado… e pronto.



Você pode usar o programa servidor VNCviewer, de ícone vermelho. Clica nele, coloca o IP e pronto.

Importante:

- O seu firewall, esperamos que esteja usando um, pode bloquear o VNC. Não esqueça de configura-lo.

- Qualquer usuário com um pouco de experiência sabe que a porta 5800 (para interface própia) e a 5900 (para aplicação WEB com aplicação java) são do VNC. Se ele scannear a sua máquina tentará invadir por essas portas!
Configure bem o seu firewall.

IP's de DNS alternativos

Os DNS alternativos são para casos onde os servidores da provedora de conexão estão inoperantes ou com problemas, lembrando que, provedor de autênticação é outra função(Terra, UOL, IG, ...).Claro que se existe um problema no caminho fisico da transmissão, não adianta trocar o DNS. Mas sempre vale essa troca para se ter certeza.

Esses problemas de conexão das operadoras podem ser resolvidos, muitas vezes, apenas trocando o DNS que se usa em sua conexão. Por padrão o Provedor de Conexão tem um DNS, mas você pode usar outro sem problemas.

Existem duas alternativas mais conhecidas e estaveis:

- Open DNS
Site
: https://www.opendns.com/start/
IPs: 208.67.222.222 e 208.67.220.220

- DNS Advantage
Site
: DNS Advantage
IPs: 156.154.70.1 e 156.154.71.1

Caneta detecta sinal wireless em raio de 10 metros

Uma empresa norte-americana criou a Auto Detective Pen, uma caneta que detecta qualquer sinal wireless em um raio de 10 metros. A novidade deve atrair, entre outros clientes, empresários que temem a espionagem industrial. Assim que a tal caneta percebe o sinal, um conjunto nada discreto de luzes pisca freneticamente. A caneta que detecta os anteninhas inclui ainda um sistema de iluminação que identifica notas de dinheiro falsas (ao que tudo indica, apenas dólares). Ou seja, trata-se do equipamento perfeito para quem tem mania de perseguição e os paranóicos de plantão. O conjunto de recursos funciona com baterias e sai por US$ 18 (R$ 40).

Qual placa de rede comprar

Muitas pessoas não sabem que placa de rede devem comprar para seus computadores, aqui temos algumas dicas:

1) Verifique qual o slot disponível em seu computador, e compre uma adequada.

Os slots antigos são maiores, pretos, barramento ISA.

Os slots PCI são brancos, menores, com maior densidade. Use esse, se puder.

Para efeito de acesso residencial à internet, as duas são equivalentes.

2) Compre uma de 10/100 Mbps e instale no seu micro. Não precisam ser sofisticadas, tipo 3COM, Intel, etc...

3) As comuns, das marcas Jtec, Genius, Encore, Surecom etc. custam aproximadamente R$ 30,00, e funcionam muito bem com Internet.
Atualmente as placas de R$ 30,00 dão muito bem "conta do recado", a diferença entre as placas baratas e caras é muito pequena.
Fica a teu critério pagar R$ 150,00 numa 3Com só para efeito de “grife”.

TCL shell - CISCO IOS - programando um roteador

Gostaria de apresentar, para quem ainda não conhece, uma das ferramentas mais versáteis disponível para o engenheiro de rede no IOS CISCO: O TCL (Tool Command Language) shell.

Essa shell foi criada para permitir a execução de scripts TCL diretamente no IOS CISCO.

Estes scripts, claro, usam e interagem diretamente com os comandos disponíveis no IOS.

Existe também a possibilidade de criar o script e depois pré-compilar os mesmos, salvando-os na memória FLASH ou disco. Além disto, podem ser compartilhados por múltiplos usuários no mesmo roteador e ao mesmo tempo.

Um exemplo do uso dessa shell aparece na prova prática da CCIE RS onde, usualmente, pede-se conectividade total entre os equipamentos , isto é, cada IP da rede deve ser capaz de pingar qualquer outro IP.

Agora imaginem, testar conectividade de 10 equipamentos repletos de interfaces e IPs?
Pingar cada IP de cada equipamento, de dentro de cada equipamento?
E ainda verificar o que falhou e ir atrás do problema?

Tarefa complicada que o seguinte TCL script simplifica e muito. Basicamente, ele serve para filtrar a resposta do comando PING, e apenas imprimir na tela os IPs que não responderem com um ICMP echo-reply.

foreach -> cria uma loop de iteraçao com os IPs listados
[exec ping $ips timeout 3 ] -> pinga cada IP da lista e usa um timeout de 3 seg
string first "!!!" -> verifica se na string de saída do comando "ping IP" encontramos "!!!"
$result == -1 } { puts ".. $ips "}} verifica se o resultado for negativo (sem resposta do ping) imprimi na tela dois pontos (..) e o IP que não respondeu.

r1#tclsh
r1(tcl)#proc pingall {} {
+>(tcl)#foreach ips {
+>(tcl)#155.1.1.1
+>(tcl)#155.4.4.4
+>(tcl)#155.6.6.6}
+>(tcl)#{ set result [ string first "!!!" [exec ping $ips timeout 3 ] ]
+>(tcl)#if { $result == -1 } { puts ".. $ips " } }
+>(tcl)#}

r1(tcl)#pingall
.. 155.4.4.4
.. 155.6.6.6



Somente para relembrar a saída tipica de um ping e entender melhor o exemplo:

r1#ping 155.1.1.1 timeout 3
Type escape sequence to abort.
Sending 5, 100-byte ICMP Echos to 155.1.1.1, timeout is 3 seconds:
!!!!!
Success rate is 100 percent (5/5)


Assim como o script verificou os "!!!" na saída do comando, nada foi impresso na tela

E para um ping que não recebeu resposta:

r1#ping 155.4.4.4 timeout 3
Type escape sequence to abort.
Sending 5, 100-byte ICMP Echos to 155.4.4.4, timeout is 3 seconds:
.U.U.
Success rate is 0 percent (0/5)

O script não encontra "!!!" e imprime na tela ".. e o IP"

TCL SCRIPT:

tclsh
proc pingall {} {
foreach ips {
172.16.16.1
172.16.123.1
172.16.14.1
172.16.50.25} { set result [ string first "!!!" [ exec ping $ips ] ]
if { $result == -1 } { puts ".. $ips " } }
}

Protocolo OSPF

O OSPF é um protocolo de roteamento feito para redes com protocolo IP; foi desenvolvido pelo grupo de trabalho de IGPs (Interior Gateway Protocol) da IETF (Internet Engineering Task Force). Este grupo de trabalho foi criado em 1988, para projetar um IGP baseado no algoritmo Shortest Path First (SPF, menor rota primeiro), voltado para uso na Internet. Similar ao Interior Gateway Routing Protocol (IGRP), protocolo proprietário da Cisco, o OSPF foi criado, pois, na metade dos anos 80, o Routing Information Protocol (RIP) mostrou-se cada vez menos capaz de atender redes largas e heterogêneas.

O OSPF resultou de diversas pesquisas: a de Bolt, Berenek e Newman (BBN), que desenvolveram o algoritmo SPF em 1978, para a ARPANET (o marco inicial das redes de comutação de pacotes, criada no início dos aos 70 por BBN); a de Radia Perlman, a respeito da tolerância a erros de transmissão no roteamento de informação (de 1988); e a de BBN sobre roteamento local (1986), uma versão inicial do protocolo de roteamento OSI entre camadas intermediárias.

Há duas características principais no OSPF. A primeira, é um protocolo aberto, o que significa que suas especificações são de domínio público; suas especificações podem ser encontradas na RFC (Request For Comments) número 1247. A segunda, é um protocolo baseado no algoritmo SPF, também chamado de algoritmo de Dijkstra, nome de seu criador.

OSPF é um protocolo de roteamento do tipo link-state, que envia avisos sobre o estado da conexão (link-state advertisements, LSA) a todos os outros roteadores em uma mesma área hierárquica. Informações sobre interfaces ligadas, métrica usada e outras variáveis são incluídas nas LSAs. Ao mesmo tempo em que o roteador OSPF acumula informações sobre o estado do link, ele usa o algoritmo SPF para calcular a menor rota para cada nó.

Diferenças RIP - BGP - OSPF

Aqui está um pequeno resumo que mostra de forma não aprofundada algumas das principais diferenças entre os protocolos de roteamento RIP (Routing Information Protocol), OSPF (Open Shortest Path First) e BGP (Border Gateway Protocol):

RIP - Só conhece o próximo passo na rede, limita saltos entre hosts à 15.

OSPF - Cada roteador só conhece sua própria AS*. Os roteadores de borda conhecem a sua própria rede mais o broadcast.

BGP - Reconhce até 6 níveis de profundidade, e prevê os próximos passos dele e dos seus vizinhos.


*AS é a sigla de autonomous system, também conhecido como um domínio de roteamento É um conjunto de roteadores sob a mesma administração. Por exemplo a rede interna de uma empresa e a rede de um provedor de Internet.