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Configuração de rede em Linux

Identificação da interface de rede

O primeiro passo deste tutorial é para configurar uma rede no Linux. Identificar a placa de rede (ou mais) instaladas. Utilize o comando: sudo mii-tool
Um resultado desse comandopossível seria: eth0: negotiated 100baseTx-FD, link ok
Indicando que o sistema contém a placa (interface) denominada eth0, operando a 100 Mbps e com link operacional.

Configuração da interface de rede

Para configurar esta placa deve-se editar o arquivo /etc/network/interfaces. Um exemplo seria:
auto lo
# Configurar interface de loopback na inicialização
iface lo inet loopback# Definição da interface de loopback
auto eth0

#Configurar interface eth0 na inicialização
iface eth0 inet static

# Interface eth0 com endereço estático
address 192.168.1.1

# Endereço da interface
netmask 255.255.255.0
# Máscara de rede
broadcast 192.168.1.255
# Endereço de broadcast
gateway 192.168.1.254
# Gateway padrão
auto eth1
# Configurar interface eth1 na inicialização
iface eth1 inet dhcp
# Configurar por DHCP


Para fazer com que uma interface pare de funcionar temporariamente digite o comando:
sudo ifdown eth0

Para fazer com que uma interface entre em operação digite o comando:
sudo ifup eth0

Para verificar como está configurada uma interface digite o comando:
ifconfig eth0

Para configurar uma interface temporariamente (para definir um endereço, máscara e gateway) digite o comando:
sudo ifconfig eth0 192.0.0.1 netmask 255.255.255.0 gw 192.0.0.254 up

Gateway e roteamento

Para definir um gateway, é necessário estabelecer uma rota. Por exemplo:
sudo route add -net 0.0.0.0 netmask 0.0.0.0 gw 192.0.0.254
irá criar uma rota para a rede 0.0.0.0 com máscara 0.0.0.0 (ou seja, a Internet) passando pelo gateway 192.0.0.254.

Nome do computador

O nome da máquina deve ser definido de duas formas. Primeiramente com o comando hostname:
sudo hostname PontodeRedesServer

E o arquivo /etc/hosts deve ter, no mínimo, linhas como as seguintes:
127.0.0.1 localhost
127.0.1.1 PontodeRedesServer


Servidores de DNS

Para definir o endereço dos servidores DNS a serem consultados, utiliza-se o arquivo /etc/resolv.conf. Um exemplo de arquivo seria:
nameserver 200.199.198.197
nameserver 197.198.199.200

Diferenças entre as versões SNMP

SNMP v1

O SNMPv1 consiste de três documentos:
RFC 1155 define o Structure of Management Information (SMI). Ou seja, os mecanismos usados para descrever e nomear os objetos que serão gerenciados
>RFC 1212 define um mecanismo de descrição mais conciso mas é inteiramente consistente ao SMI.
>RFC 1157 define o Simple Network Management Protocol (SNMP)

Os dois primeiros documentos definem a linguagem de dados. O terceiro documento define as operações do protocolo SNMPv1 utilizando protocol data units (PDUs). Os operadores definidos no SNMPv1 são: get, get-next, get-response, set-request e trap.

Muitos dos conceitos de segurança e administração encontrados no SNMPv3 são encontrados no modelo do SNMPv1.
O SNMPv1 introduz o conceito serviço de autenticação suportando um ou mais métodos. No SNMPv3 o conceito de autenticação foi expandido para incluir serviços como privacidade.

O modelo SNMPv1 possui o controle de acesso baseado num conceito chamado SNMP MIB view. O SNMPv3 especifica um conceito fundamentalmente similar chamado view-based access control.

Apesar do SNMPv1 ter antecipado um serviço de autenticação suportando vários métodos, não foi criado nenhum método além de uma simples autenticação baseada em community strings. Essa foi a grande deficiência do SNMPv1. Como o conceito de "segurança" pode ser interpretado de modo bastante diferente por cada usuário, o serviço de autenticação do SNMPv1 ficou para ser definido em um outro bloco o qual nunca foi posto em prática. O modelo SNMPv3 já possui uma arquitetura para esse bloco.

SNMPv2

O SNMPv2 está descrito nas RFCs: 1902, 1903,1904, 1905, 1906, and 1907. A relação entre o SNMPv1 e o SNMPv2 está descrita no RFC 1908.

O SNMPv2 possui algumas vantagens sobre o SNMPv1. São elas:
*Mais um tipo de dados: 64 bit counter;
*Melhora na eficiência e na performance: operador get-bulk;
*Notificação de evento confirmado: operador inform;
*Maior detalhamento dos erros;
*Modos facilitados de criação e deleção de linhas na MIB;
*Melhorias na definição da linguagem de dados.

Apesar do modelo SNMPv2 estar descrito no RFCs 1902-1907, alguns objetivos iniciais do projeto não foram implementados. Os objetivos não alcançados incluem o fornecimento de segurança tais como:
*autenticação: identificação da origem, integridade da mensagem;
*privacidade: confidencialidade;
*autorização e controle de acesso.

SNMPv3

Os RFCs do SNMPv3 foram produzidos pelo SNMPv3 Working Group da Internet Engineering Task Force (IETF). Esse Working Group se baseou bastante nos documentos Draft Standard do SNMPv2. Como resultado o SNMPv3 é o SNMPv2 com blocos de segurança e administração.
O modelo SNMPv3 descrito nos RFCs 2570, 2571, 2572, 2573, 2574, e 2575, relaciona as deficiências no SNMPv2 em relação a segurança e admninistração. A co-existência do SNMPv1, SNMPv2 e SNMPv3 está descrita no RFC 2576 .

Novas ferramentas foram adicionadas no SNMPv3. São elas:
*Segurança;
*autenticação e privacidade ;
*autorização e controle de acesso;
*Modelo administrativo;
*nomeação das entidades;
*gerência das chaves;
*notificação dos destinos;
*relação dos proxys configuração remota através de operadores SNMP.

Protocolo de gerenciamento SNMP

Definição

O protocolo SNMP (Simple Network Management Protocol) tem como premissa à flexibilidade e a facilidade de implementação, também em relação aos produtos futuros.
O SNMP é um protocolo de gerência definido a nível de aplicação, é utilizado para obter informações de servidores SNMP - agentes espalhados em uma rede baseada na pilha de
protocolos TCP/IP. Os dados são obtidos através de requisições de um gerente a um ou mais
agentes utilizando os serviços do protocolo de transporte UDP - User Datagram Protocol para
enviar e receber suas mensagens através da rede. Dentre as variáveis que podem ser requisitadas utilizaremos as MIBs podendo fazer parte da MIB II, da experimental ou da privada.
O gerenciamento da rede através do SNMP permite o acompanhamento simples e fácil
do estado, em tempo real, da rede, podendo ser utilizado para gerenciar diferentes tipos de sistemas.
Este gerenciamento é conhecido como modelo de gerenciamento SNMP, ou
simplesmente, gerenciamento SNMP. Portanto, o SNMP é o nome do protocolo no qual as informações são trocadas entre a MIB e a aplicação de gerência como também é o nome deste
modelo de gerência.
Os comandos são limitados e baseados no mecanismo de busca/alteração. No mecanismo de busca/alteração estão disponíveis as operações de alteração de um valor de um objeto, de obtenção dos valores de um objeto e suas variações.
A utilização de um número limitado de operações, baseadas em um mecanismo de
busca/alteração, torna o protocolo de fácil implementação, simples, estável e flexível. Como
conseqüência reduz o tráfego de mensagens de gerenciamento através da rede e permite a
introdução de novas características.
O funcionamento do SNMP é baseado em dois dispositivos o agente e o gerente. Cada
máquina gerenciada é vista como um conjunto de variáveis que representam informações referentes ao seu estado atual, estas informações ficam disponíveis ao gerente através de consulta e podem ser alteradas por ele. Cada máquina gerenciada pelo SNMP deve possuir um agente e uma base de informações MIB.

O Agente

É um processo executado na máquina gerenciada, responsável pela manutenção das
informações de gerência da máquina. As funções principais de um agente são:
* Atender as requisições enviadas pelo gerente;
*Enviar automaticamente informações de gerenciamento ao gerente, quando previamente
programado.

O agente utiliza as chamadas de sistema para realizar o monitoramento das informações
da máquina e utiliza as RPC (Remote Procedure Call) para o controle das informações da máquina.


O Gerente

É um programa executado em uma estação servidora que permite a obtenção e o envio
de informações de gerenciamento junto aos dispositivos gerenciados mediante a comunicação com um ou mais agentes.


Esta figura mostra como funciona o relacionamento de um gerente com o objeto gerenciado


O gerente fica responsável pelo monitoramento, relatórios e decisões na ocorrência de problemas enquanto que o agente fica responsável pelas funções de envio e alteração das informações e também pela notificação da ocorrência de eventos específicos ao gerente.

Esta figura mostra o relacionamento entre gerente e agente baseado no modelo TCP/IP

Serviços e Protocolos Associados às portas TCP e UDP

Na imagem abaixo listam-se os serviços e protocolos associados às portas TCP e UDP (clique na imagem para ampliar):

NCP

NCP é sigla de network control protocol, primeiro protocolo servidor a servidor da ARPANET (é a rede de compartilhamento de computadores da ARPA - Advanced Research Projects Agency, que mais tarde evoluiu para a Internet). Ele foi criado em dezembro de 1971, pelo Network Working Group (NWG).

O NCP é composto por uma família de protocolos de rede. Ele estabelece e configura os diferentes protocolos na camada de rede que serão utilizados pelo PPP.
Links ponto-a-ponto tendem a agravar alguns problemas comuns a diversas famílias de protocolos de rede. Por exemplo, atribuição e gerenciamento de endereços IP é especialmente difícil sobre circuitos comutados com links ponto-a-ponto. Estes problemas são tratados pela família de Network Control Protocols( NCPs ), onde é necessário um gerenciamento específico para cada problema.

O Protocolo PPP

O protocolo Ponto-a-Ponto (PPP (Point-to-Point Protocol)) é usado no nível da camada de enlace de dados, tendo em vista que toda a internet é baseada nele para poder fazer os equipamentos se comunicarem. E aqui não falo apenas da comunicação entre dois roteadores no meio do caminho entre seu computador e o de alguém que está no Japão. Ele trabalha também na conexão que há entre sua casa e o seu provedor de acesso à internet.
Basicamente, ele tem recursos que permitem a detecção de erros de transmissão; um subprotocolo chamado LCP (Link Control Protocol - Protocolo de Controle de Enlace) que é usado para ativar e desativar linhas de transmissão, testá-las e negociar opções de funcionamento; e um subprotocolo chamado NCP (Network Control Protocol - Protocolo de Controle de Rede) que é usado para fazer com que a camada de enlace de dados "converse" com a camada de rede.
Quanto ao NCP, existem vários tipos dele, cada um sendo usado para trabalhar em conjunto com um determinado protocolo correspondente na camada de rede.



Noção de ligação ponto a ponto
Pela linha telefônica clássica, dois computadores, no máximo, podem comunicar por modem, assim como não é possível ligar simultaneamente para duas pessoas pela mesma linha telefônica. Diz-se então que se tem uma ligação ponto a ponto, quer dizer uma ligação entre duas máquinas reduzida à sua mais simples expressão: não é preciso partilhar a linha entre várias máquinas, cada uma fala e responde por sua vez.

Assim, foram criados numerosos protocolos de modem. Os primeiros dentre eles permitiam uma simples transmissão de dados entre duas máquinas, seguidamente alguns foram dotados de um controlo de erro, e com o aumento da Internet, foram dotados da capacidade de dirigir máquinas. Desta maneira, existem doravante dois grandes protocolos de modem:
¹SLIP: um protocolo antigo, fraco em controlos
²PPP: o protocolo mais utilizado para os acessos à Internet por modem, autoriza um endereçamento das máquinas

Configurando uma rede local por shell script

Um pequeno wizard em shell script para configuração basica de uma rede local, e gerando um outro script, com o nome ecolhido pelo usuário, para iniciar a configuração posteriormente sem a nessessidade de acionar o wizard novamente.

#! /bin/bash
#*******************************************************************
#Autor: Eduardo dos Santos Monteiro
#Data: 22/04/2005
#Versão:1.0
#Cidade: Goiânia
#Estado: GO
#*******************************************************************
clear
echo "Digite o nome da Interface que deseja configurar? (Ex.: eth0)"
read INTERFACE
echo "Digite o IP Desejado (Ex.: 192.168.1.1):"
read IP
echo "Digite a Mascara (Ex.: 255.255.255.0):"
read MASCARA
echo "Digite o Gateway (Caso não tenha deixe em branco):"
read GW
echo "Digite os Servidor de DNS Primário:"
read DNS1
echo "Digite os Servidor de DNS Secundário:"
read DNS2
echo "Digite o Nome do Atalho (Ex.:"rede1". Vai ser criado um shell-script executavel na pasta /bin. Bastando apenas todas as vezes que desejar iniciar essa rede digitar o comando $rede1)"
read ATALHO
#---------------------------------------------------------------------
# VERIFICA AS CONFIGURAÇÕES APRESENTADAS
#---------------------------------------------------------------------
echo $INTERFACE
echo $IP
echo $MASCARA
echo $GW
echo $DNS1
echo $DNS2
echo /bin/$ATALHO
#Iniciando Scripts
ifconfig $INTERFACE down
ifconfig $INTERFACE $IP netmask $MASCARA up
route add default gw $GW
echo "nameserver $DNS1" > /etc/resolv.conf
echo "nameserver $DNS2" >> /etc/resolv.conf
#Criando o Script
echo "ifconfig $INTERFACE down" > /bin/$ATALHO
echo "ifconfig $INTERFACE $IP netmask $MASCARA up" >> /bin/$ATALHO
echo "route add default gw $GW" >> /bin/$ATALHO
echo "echo nameserver $DNS1 > /etc/resolv.conf" >> /bin/$ATALHO
echo "echo nameserver $DNS2 >> /etc/resolv.conf" >> /bin/$ATALHO
chmod +x /bin/$ATALHO
#---------------------------------------------------------------------
# FIM DO SCRIPT
#---------------------------------------------------------------------

Endereço MAC

O endereço MAC (do inglês Media Access Control) é o endereço físico de 48 bits da estação, ou, mais especificamente, da interface de rede. O protocolo é responsável pelo controle de acesso de cada estação à rede Ethernet. Este endereço é o utilizado na camada 2 (Enlace) do Modelo OSI.

Representa-se um endereço MAC escrevendo, exatamente, 12 dígitos hexadecimais agrupados dois a dois – os grupos são separados por dois pontos.
Exemplo: 00:00:5E:00:01:03

Os três primeiros octetos são destinados à identificação do fabricante, os 3 posteriores são fornecidos pelo fabricante. É um endereço único, i.e., não existem, em todo o mundo, duas placas com o mesmo endereço.

Para descobrir o endereço MAC no Windows digite no prompt getmac ou ipconfig/all e no Linux digite no terminal ifconfig.

Wireless - Configuração Mac OS X

Neste artigo explicarei como configurar a rede wireless no Macintosh OS X:

1) Clicar no ícone do Wireless e escolher Join Other Network:


2) Preencher os campos e clicar em Join:


3) Colocar novamente o seu password e clicar em OK:

4) Clicar em Open Network Preferences:


5) Clicar em Advanced:


6)Ir para o separador 802.1X:


7)Em Authentication retirar o visto do PEAP e EAP-FAST:


8) A única opção que deve ficar selecionada é a TTLS:


9) Clique em Configure com a opção TTLS selecionada:


10) Escolher a opção PAP e clicar em OK:


11)Clicar em Apply:

Listas de Controle de Acesso – ACL’s

Objetivos

Neste tutorial será apresentado os conceitos de ACL’s para controlar o tráfego de rede não desejado, bem como utilizá-las para implementar um recurso mínimo de segurança no ambiente. Será abordado também como e onde posicionar uma ACL para que a rede se torne eficiente.

Pré-requisitos:

Conhecer os modos de configuração de um roteador, salvar um arquivo de configuração, bem como os conceitos básicos do protocolo TCP/IP, tais como, endereços de rede, máscaras de sub-rede, protocolos TCP/UDP e portas de conexão.

Parte 1 – Conceitos de ACL’s

Atualmente, um dos grandes desafios do administrador de redes de uma empresa é sem dúvida alguma manter seu ambiente seguro e principalmente estabelecer um controle de tráfego de pacotes nesta rede, daí a necessidade de utilizarmos as Listas de Controle de Acesso.

Os roteadores fornecem uma filtragem básica de pacotes, como por exemplo, o bloqueio de acesso a determinados recursos na internet. Uma ACL nada mais é que uma seqüência de instruções que permitem ou negam acesso a determinada rede ou recursos disponíveis noutras redes.

Toda Lista de Controle de Acesso é primeiramente criada e depois aplicada a uma determinada interface do roteador, ao processar o pacote o roteador verifica as instruções definidas numa ACL e com base nessas informações aceita ou recusa o pacote.

Podemos criar listas de acesso para vários protocolos da camada de rede,tais como, IPX e IP. Devemos sempre considerar a ordem de aplicação das ACL’s, o Cisco IOS analisa uma seqüência de cima para baixo, ou seja, assim que haja uma correspondência encontrada na lista, existirá uma permissão ou negação do pacote e as demais instruções na ACL não serão verificadas.

Se não existir correspondência em nenhuma das linhas de verificação da Lista de Acesso, automaticamente existirá no final da ACL uma instrução deny any implícita por padrão. Essa instrução tem por objetivo negar todo o trafego que passa por essa interface do roteador.

Vale a pena então lembrar que a partir do momento que criarmos uma linha de instrução, o equipamento passa a verificar essa ACL e logo após estará implícito um deny any no final, por exemplo, digamos que eu queira liberar o tráfego FTP para uma determinada rede, se apenas definir essa instrução o restante do tráfego será negado justamente por causa da negação implícita no final da regra. Para solucionar este problema devemos ter bem definidas todas as condições de tráfego da rede a ser liberado e especificá-los em cada linha da ACL.

Caso não seja definida nenhuma Lista de acesso ao roteador, todo tráfego que passará nas interfaces será devidamente liberado a todas redes, tanto de entrada quanto de saída.

A recomendação é que no início do aprendizado de ACL’s devemos sempre adicionar no final da lista a instrução deny any, isso reforçará a lembrança de que existe sempre um deny implícito no final. À medida que a prática na criação de ACL’s for aumentando automaticamente lembraremos desta negação.

Vejamos então os objetivos de utilizarmos ACL’S:

» Como mencionamos anteriormente para limitar o acesso de pacotes indesejados que entram ou saem da rede;

» Implementação mínima de segurança;

» Definir qual rede será liberada ou bloqueada;

» Controlar o fluxo de pacotes preservando largura de banda da rede;

Máscara Curinga

Outro conceito importante que devemos entender ao estudarmos Listas de Acesso é o que chamamos de máscara curinga.

Uma máscara curinga é composta de 32 bits também divididos em 4 octetos e estes octetos estão emparelhados com os 32 bits do endereço IP. A diferença da máscara curinga para a máscara de sub-rede é que o numero 0 da máscara curinga representa verificar o octeto correspondente e o 1 representa descartar o octeto.

Um exemplo seria:

No endereço 192.168.10.89 com a máscara curinga 0.0.0.255, significa verificarmos os três primeiros octetos e descartarmos o último,

Parte 2– Tipos de ACL’s

Existem especificamente três tipos de Listas de Acesso que são:

» Listas de Acesso IP Padrão

» Listas de Acesso IP Estendidas

» Listas de Acesso com Nome

Listas de Acesso IP Padrão

Este é um tipo de Lista de Acesso baseado no endereço IP de origem. Esta ACL permite ou nega o tráfego de um conjunto inteiro de protocolos a partir dos endereços da rede, sub-rede ou host.

Toda configuração de uma ACL num roteador é seguida de um número que corresponde a um intervalo. Este número indica o tipo de Lista de Acesso definida. Para Listas do tipo Padrão o intervalo vai de 1 a 99.

Na versão 12.0.1 do IOS foi adicionado mais um intervalo que vai de 1300 a 1999. Com esse adicional podemos ter até 798 Listas de Acesso IP Padrão.

Primeiramente devemos definir as instruções de uma ACL e logo em seguida aplicarmos numa interface definindo o seu destino. Conceitualmente as listas de acesso IP Padrão devem ser aplicadas mais próximo do destino.

Obs. Todo o processo de configuração será visto no tutorial “Criando Listas de Acesso”.

Listas de Acesso IP Estendidas

Este é um tipo de Lista de Acesso bem mais utilizado, ele baseia todo o controle em endereços de rede de origem e destino, sub-rede, host, conjunto de protocolos e portas. Isso torna este tipo de ACL bem mais flexível e completa que uma lista padrão.

É possível configurar várias instruções para uma mesma lista de acesso, basta para isso conservar o mesmo número da lista. A quantidade de instruções definidas numa lista de acesso é limitada pela capacidade de memória do roteador.

O intervalo de uma Lista de Acesso Estendida vai de 100 a 199, também existe um intervalo adicional para versões de IOS mais recentes que vai de 2000 a 2699.

No final da ACL estendida temos a opção de definirmos o tipo de porta a ser utilizada. É possível especificar operações lógicas na configuração destas portas, tais como:

eq – igual

neq – diferente

gt - Maior do que

lt – menor do que

Essas operações lógicas são utilizadas em determinados protocolos.

ACL’s com Nome

Este tipo de Lista de Acesso foi introduzido na versão 11.2 do Cisco IOS. Esta lista permite que sejam atribuídos nomes ao invés de números às listas de acesso. A principal vantagem deste tipo de configuração está na identificação da lista, ou seja, podemos atribuir um nome que seja relacionado diretamente a função desta lista. Mas além desta vantagem posso destacar:

» Quantidade ilimitada de listas de acesso, visto que não fica na dependência da quantidade de números disponíveis nos intervalos;

» Permite a inserção de instruções no final da lista;

Devemos, porém considerar que neste tipo de lista não deve existir nome repetido, nem se o tipo de lista for diferente. Por exemplo:

Não é possível existir uma lista de acesso padrão e uma lista de acesso estendida com o nome VENDAS.

Definimos uma lista de acesso com nome através do comando ip Access list.

Obs. Todo o processo de configuração será visto no tutorial “Criando Listas de Acesso”.

Considerações sobre o posicionamento das Listas de Acesso

Para o bom funcionamento de uma lista de acesso devemos saber exatamente como e onde posicioná-las, isso fará com que a rede seja muito mais eficiente.

No geral a documentação da Cisco diz o seguinte:

Para listas de Acesso IP Padrão posicione o mais próximo do destino, pois estas se baseiam nos endereços de origem. Para as Listas de Acesso IP Estendidas posicione mais próximo da origem, pois como esta lista se baseia em endereços de origem, destino, tipo de protocolo e porta, o tráfego é analisado antes de sair da rede.


Extraído de: http://www.juliobattisti.com.br/tutoriais/luisepedroso/acl001.asp